Nobreza mascarada.

Já viu que toda hora comentamos e,vamos ser sinceros,quase gritamos o quanto somos bons,fazemos o bem para as pessoas,nos igualamos a um sentimento de quase pureza e…Achamos que somos nobres?

Como,diabos,como o ser humano se acha nobre?Tudo bem,em tudo há exceções e papapá…Mas o foco de verdade seria essa soberba,essa fala do que já fez,do que vai fazer…

Por mais que eu seja uma pessoa que diga sentir o sofrimento do próximo,estou mais preocupada com meu conforto.Eu faço parte da massa,que só segue em frente se adaptando ao sistema.E não me arrependo,afinal,a justificativa do “tenho que garantir o meu” é infalível. 

Eu só me sinto insuficiente. Um nada,mesmo. Como se nada que eu faça pudesse mudar o mundo,o sonho tão clichê e aclamado de todos. Espero que quando finalmente eu me tornar o que devo ser,eu realmente mude,um detalhe que seja.

Epifania.

Um dia desses,me surpreendi. Ao invés de seguir a rotina,abaixar a cabeça diante uma autoridade na minha vida,eu não cedi e clamei em favor da minha liberdade. Aquilo pra mim,significava o pulo para falar por mim,para escolher e sofrer as consequências. Foi quando finalmente percebi.
O que eu fazia,tão energicamente,era uma birra de criança. Quando uma criança vê aquilo que faz os seus olhos brilharem,ela senta no chão,faz um escândalo e chora. E em sua mente,ela não está errada,e segue justificando seu erro,obviamente de uma forma bem suave,de acordo com a idade.
Era isso o que eu fazia com Deus. Eu,agora,sei que Ele existe e está vivo em mim,porém sigo o seu caminho,mesmo sem entender algumas coisas. Mesmo com todas as contradições. Ele virou meu tudo agora,…
Acho que fiquei cansada de me decepcionar. Afinal,como todo ser humano erra,as pessoas mais importantes da minha vida não fogem a regra. Só com Ele,sinto que tem atitudes que não posso esperar das pessoas que estão ao meu lado,as minhas expectativas estão nEle.

A chance dos cabelos naturais…

Nesses dias enquanto estava na cabeleireira fazendo uma massagem em meu querido cabelo cacheado,eu fiquei pensando que mesmo que ele continuasse brilhante,macio,sedoso e tudo o mais,uma coisa faltava à ele: movimento. E como sempre,ele estava sem corte justamente porque eu costumo ter ele longo e consequentemente com o volume baixo.

Então,eu pedi pra cabeleireira repicar.Deixar numa altura boa,um pouco abaixo dos ombros e um pouquinho repicado,só pra não ficar com juba de leão…E até que eu fiquei com juba sim. Mas aconteceu o que eu queria,o cabelo está brilhante,macio,sedoso e com movimento! Minha mãe tá reclamando que tá muito cacheado e sei lá o quê,que liso é muito mais bonito…

Vivendo desde então com meu cabelo super cacheado,tô me sentindo melhor do que antes. Só uma coisa que fica na minha cabeça: que ditadura maldita é essa do cabelo liso que dominou as pessoas?Tudo bem que eu admito: já fiz parte dessas pessoas,já alisei meu cabelo. A parte que recebeu o tratamento ficou lisa e nunca mais voltou ao normal,portanto eu fiquei bastante tempo assim,até a raiz crescer né…O fim da história é que não troco meus cachos naturais por nenhum alisamento. Sai dessa visão elitista,que aliena as pessoas até certo ponto. 

Na verdade,a criação desse post tem mais haver com a frase absurda da minha mãe,de que cabelo liso é mais bonito. Pode até ser,porque as pessoas que tem cabelo cacheado e crespo não cuidam e também há pouco mercado para isso…Cadê o salão que oferece tratamento para o cabelo cacheado e crespo,especializado? Existe no EUA,mas por aqui…Nunca vi,sinceramente.Porém,o mais absurdo é minha mãe chamar de feio o cabelo cacheado como da Taís Araújo,naquela novela das oito,em que ela estava com o cabelo lindo…

O que eu quero dizer aqui,é que a beleza não difere entre cabelo liso ou cacheado…E sim no modo como o cabelo é cuidado,dentro das suas limitações e vantagens…

Bom,eu só espero que minhas ideias tenham ficado claras.

“speaking words of wisdow,let it be(…)there will be an answer, let it be”

Reinventar-se. Uma palavra que já ouvi muitas pessoas falando…Sendo explicitamente ou implicitamente. Com outras letras,beirando outros sentidos… Mas significando entrelinhas a mesma coisa. Mudar,voltar à essência…Vai me dizer que não é a mesma coisa?
Será que é tão fácil assim como falamos no cotidiano?
Eu sinto que tô precisando disso,mas nem sei aonde começar…
Por enquanto é só um pressentimento.

E a melhor coisa desse post: duas perguntas que eu não tenho a resposta final. Ó,dúvida…

“speaking words of wisdow,let it be(…)there will be an answer, let it be”

dezoito.

Não comemorei meu aniversário esse ano,como eu suspeitei. Nos primórdios da minha existência,acreditava piamente que esse seria o aniversário mais importante que eu teria,que eu sairia dirigindo bêbada por aí,acabaria presa e teria super amigos,super festas,super tudo. (Note numa única e contínua frase os meus antigos ideais babacas.)
Ahn,quero só deixar marcado aqui,sobre os tão esperados,18 anos.
Minha idade de verdade,nunca importou,sempre pareceu que eu tinha uma idade diferente…Mentalmente falando. Não que eu tenha algum distúrbio ou problema sério,mas sempre tive uma sensação…
Com um ano ou outro,perdido.
A maioria acha estranha,infantilidade,dizem. E realmente é,mas eu gosto.
A famosa criança interior. Odeio essa “lenda” e acredito que não seja de fato…Um elo perdido dentro da sua mente.
É algo que pode conectar um ser humano com o outro,como aqueles rabinhos no filme Avatar.
Eu sei que viajei agora,mas imagina: essa lado bobo,descontraído,que deixa as pessoas mais leves diante da vida…Vai dizer que isso não gera conexão?
Ou seja,faz parte de você…E todos temos. Só que há quem reprime,quem exagere…
É importante cultivá-lo. Como também a responsabilidade,e todo o blábláblá adulto.
É até um pouco divertido lembrar como eu era idiota no passado. Quando eu tiver com uns 20 anos na cara,lembrarei desse momento e me chamarei de idiota de novo. Inevitável.
E aqueles momentos que você gostaria de ter um controle universal (do filme Click) na mão para que você pudesse pausar,retroceder,…Refazer.
E passar direto por momentos desagradáveis. Falando nisso,o filme Click tem aquela moral da história que fala sobre o viver.
Viver,aproveitar o momento.
AH! Acabei de ver uma cometa. Sim,do nada. E o melhor: não é a primeira vez que isso acontece. Contando com esse,são quatro cometas que eu já vi na minha vida. E pensar que eu achava que era coisa de filme ver “estrela cadente”…Assim,realmente é bem surreal quando você vê. No primeiro momento há a negação,e depois você pensa nisso por mais tempo do que você gostaria e olha pro céu tão esperançoso que obviamente,você não irá ver novamente.Ah,e claro,não dá tempo de fazer um pedido. Em menos de 5 segundos,acabou.

Inconstância.

Se eu tiver que escolher uma palavra para me definir seria a inconstância.Desde os pormenores das minhas preferências ou até o chamado “destino”.
Chega a ser engraçado como eu gosto de mudanças,e mesmo que algo continue da mesma forma,tem diferenças sutis.
De fato,mudanças “radicais” assustam,de primeira.
Há o tempo para se acostumar.Devo dizer também que a vida é mais divertida dessa maneira.
Simplesmente,não consigo me olhar no espelho e ver sempre a mesma imagem.Nesse caso,o meu cabelo é o que sempre está em processo de mutação.
Também gosto de mesclar as letras,colocar mil cores,ler coisas contraditórias e comtemplar coisas grandiosas e simples.
Os detalhes também são importantes.
Parei no desvaneio. OO’

Billionaire

Nanananana, I wanna be a billionaire.
Já sentiram um sentimento tão gostoso e simples,que pode mudar todo o seu humor ?
Como essa música,que particularmente nunca gostei,mas a partir do costume de ouvir comecei a cantarolar pela vida e me deparei sentindo isso.
Sai naturalmente da sua boca,um som suave,que você nem reconhece como a sua voz,algo harmonioso.Talvez,algo que se encaixe como uma manifestação de alegria súbita.
Não é premeditado,apenas flui. E com isso traz aquela felicidade que não pode ser comprada,que o mundo há muito já esqueceu,com esse espírito capitalista desenfreado.
Mas por favor,leitor,peço que não procure isso. Você acha sem problemas com a sua espontaneidade. Contudo,não pode achar que será a maior coisa do mundo; ela simplesmente é a coisa mais maravilhosa,por ser tão pequena e causar grande júbilo. Boa sorte.

Otimismo,after all.

Pense em algo simples mas que importou tanto que você ignorou alguns eventos ruins. O fato de acordar bem,sem sono,renovado depois de dias sem dormir bem por n motivos. Talvez aquela pessoa que foi tão simpática e solicita sem você ao menos conhecê-la depois de ter sido injustiçado por uma terceira pessoa. Aquele livrinho,aquele que você morre de vontade de ler,acabou aparecendo nas estantes como o último num precinho ótimo,depois de ficar tanto tempo se estressando. Ou o jeito malandro que você arrumou de conseguir algo e se vingou de algo que o atrapalhou de conseguir esse algo. Podendo ser uma merda enorme que você criou…Você conseguiu e pronto. Acabou sendo justo,after all.

Conjuga-me II.

Descobri que:
Não gosto de chorar ou demonstrar qualquer tipo de tristeza em público. Não suporto falsa modéstia e hipocrisia. Posso conviver com todos os meus defeitos,menos esses…

Tantos anos tratei o fato de eu desenhar relativamente bem com falsa modéstia. Nunca me senti especial ou que fosse algo como um presente de Deus,um dom,ou talento nato,tratei como se fosse nada. O resto do mundo valorizava o que eu possuo,mas eu…Nada. Até agora. Agora,percebi que posso desenhar qualquer coisa,com algumas limitações,se eu me esforçar e gastar tempo nisso. Antes,só usava um estilo de desenho. Hoje,brinco com isso.

Brinco até com o meu saber. Me orgulho disso. E penso: tem um motivo para eu ter esse talento…Para eu ter essa afinidade com a arte em geral…Logo se revelou: é arquitetura!É AQUITETURA.

Finalmente,toda a dúvida se dissipou. E ainda: eu não sou maluca por usar o tempo do ônibus para observar todos os prédios,lojas e etc. do caminho,e imaginar “Uau…Isso é interessante. Dá pra colocar um detalhe aqui,…” ou “Como eu desenho isso?”.

Ah e qualquer pessoa que pegar o ônibus comigo e me ver quieta,“melancólica” olhando para a janela,eu não estou triste,não estou anti-social,eu estou observando a arquitetura da cidade.

Mas o que sempre me afastou desse curso foi a matemática. Nunca prestei atenção o suficiente nele por causa da bendita. Mas se eu for falar os porquês,as dificuldades que eu tinha nela vou sair do foco. E também dar muita desculpa. Em eu descobri o que posso fazer se eu me esforçar. O que eu tenho curiosidade,o que eu tenho sede de saber de matemática.Haha,Thais Costa falando que quer entender a matemática.
(E querendo fazer Kumon…Kumon,cara!)
É…Vá entender…
Enfim,tirando esse obstáculo,comecei a procurar sobre outros cursos e acabei caindo em arquitetura.
Me apaixonei por tudo que poderia fazer.Até porque,nenhum outro curso me fez tão feliz,tão admirada,tão determinada a fazê-lo.
Até agora,já ouvi muita coisa negativa. Não sei se são porque não me conhecem o suficiente ou porque me conhecem e estão falando coisas sensatas.Nem tento julgar…E eu não consigo tirar isso da minha cabeça.Já tentei e se eu desistir desse curso…Vou tirar o meu rumo,a minha paixão e vou para aonde?

Isso ninguém que diz que eu não devo fazer fala.Se alguém me falar algo e me apaixonar pelo curso desse jeito…Além de que eu sinto que desenhar e essa afinidade com a arte/arquitetura não é o nada que eu tanto senti esses anos…É um dom,um talento importante para o meu futuro.

Não vou dizer também que essa negatividade toda não me chateia. Claro que sim…Sem falar na reviravolta que minha vida tem dado,eu fico meio chateada…Whatever.

beijinhos.